A Freguesia de Santa Margarida da Coutada, é constituida pelas seguintes localidades: Aldeia (sede de freguesia), Malpique, Pereira, Vale de Mestre e Portela.
A antiguidade da freguesia remonta à ocupação romana, período do qual existe em Santa Margarida uma importante estação arqueológica, conhecida pela designação de Ruínas de Alcolobre ou Herdade do Carvalhal. Estes vestígios situam-se sobre um antigo terraço fluvial sobre o rio Tejo, o antigo leito do rio e os braços fluviais dos seus afluentes, como a ribeira de Alcolobre, são, actualmente, ocupados por uma várzea-planície aluvial de terrenos argilosos onde abundam as areias e os cascalhos. A colmatação do antigo leito do rio deve ser um fenómeno recente, utilizando os romanos o rio como principal via de comunicação. A estação consta das ruínas de um balneário, envolvidas pelas ruínas de uma antiga povoação romana. A montante da ribeira de Alcolobre existe uma barragem contruída em opus quadratum, e a norte existe uma necrópole onde têm sido recollhidos materiais arqueológicos. A sul do Balneário existem os vestígios de cortas para exploração de ouro actividade que garantia a prosperidade dos habitantes da povoação, que poderia ter sido a sucessora de um oppidum, que existiria no alto da herdade.
No património arquitectónico de Santa Margarida da Coutada inclui-se também a sua igreja paroquial, cuja localização lhe permite ser bem visível em toda a lezíria do Tejo que medeia entre o Tramagal e Constância, o que comprova que se destinava a servir à população da margem esquerda do rio, mas também aos fiéis que moravam entre o Crucifixo, Caldelas e Portela. Destinada a uma população eminentemente rural que ainda hoje é dominante na freguesia, apresenta uma arquitectura de linhas simples e que assemelha um ermitério.
A época de construção deste templo parece ser o século XVII, a acreditar na data de 1607 que se encontra no portal da igreja. Ao ascetismo do exterior corresponde uma riqueza que surpreende no interior do templo, com um valioso conjunto de esculturas em pedra, das quais a mais antiga data do século XV e é um grupo constituído por Santa Ana sentada, com vestes medievais, Nossa Senhora e o Menino Jesus que apresenta uma túnica e tem na mão uma rosa. O restante conjunto de imagens data do século XVI, de que sobressaem a magnífica escultura da Santíssima Trindade de grandes dimensões (1,26 metros) de rara qualidade e que não era originária deste templo e a Virgem Coroada. As imagens estão, no entanto, descaracterizadas por um selvático repinte deste século. A 1 de Julho de 1987 um incêndio destruiu a sacristia, a capela-mor e danificou o altar principal, mas permitiu descobrir neste altar a existência de uma pintura mais antiga do que a que estava visível, semelhante à dos restantes altares.
Para além da igreja paroquial Santa Margarida da Coutada possui ainda a capela de Malpique, a capela de S. Pedro (localidade da Portela), a igreja do campo militar de Santa Margarida.
A Freguesia dispõe ainda de diversas infra-estruturas de carácter cultural, recreativo e desportivo. Tendo a criação, desenvolvimento e manutenção destas infra-estruturas sido levada por diante, pela "carolice" e "bairrismo" das populações dos diversos lugares desta Freguesia, não esquecendo os apoios cedidos pelas entidades competentes..
Na Freguesia existe ainda um Parque Ambiental (Parque Ambiental de Santa Margarida), parque este responsável pela vinda a esta Freguesia, de muitas pessoas das mais diversas partes do nosso Portugal.
Até a uma próxima oportunidade, porque muito mais há por dizer...
Vaskito